sexta-feira, 25 de setembro de 2009

É proibido fumar



Durante dois anos da minha vida fumei. Mas não sei dizer se fui dependente do cigarro. No meu imaginário, o ato de fumar sempre esteve ligado a personalidades do cinema, da moda, da literatura, da música...

Achava que o cigarro podia ser a fonte de inspiração de tanta criatividade. Bobagem... Há três anos abandonei de vez esse vício nojento, não antes de ser acometida por uma crise hipocondríaca.

Agora, na condição de ex-fumante, me sinto ofendida quando alguém acende um cigarro perto de mim. Não gosto do gosto, do cheiro e da fumaça.

Hoje me sinto feliz com a lei que proibe o fumo em ambientes públicos fechados. Assim não sou obrigada a inalar a fumaça desagradável dos outros.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Possibilidades

A sensação de não viver a vida plenamente me atormenta. A angústia que sinto a cada aniversário é carregada de frustrações e de um arrependimento antecipado em relação a tudo que acredito que vou deixar de viver.

Tenho consciência de que para todo sim há um não. E isso só produz mais expectativas sobre minhas escolhas.
O peso de uma decisão é algo difícil de carregar. Ainda mais quando estamos absorvidos pela rotina do dia dia . O que implica em mais uma barreira a ser rompida quando queremos mudar.

Medo é o que sinto quando penso no futuro. Medo de olhar para trás e perceber que fiz escolhas cômodas e que um pouco de coragem pudesse ter me proporcionado momentos mais felizes.

Difícil acreditar que me sinta atormentada com pensamentos desse gênero. Me parece um tanto precoce .Afinal a maior parte das pessoas com a minha idade estão preocupadas em viver o momento e não em prever sensações futuras.
Talvez por ter tomado consciência da minha finitude, nem todos a tem , me preocupo tanto com um amanhã sem arrependimentos.