sábado, 25 de julho de 2009

No meio do caminho tinha uma pedra...



Outro dia passava pela praça da liberdade no centro , quando observei um menino, de aproximadamente oito anos, deitado, imóvel no meio da praça. Apesar de sentir receio ao me aproximar, devido ao um transtorno psíquico que venho enfrentando (outro dia escrevo sobre isso), não pude evitar a preocupação em relação aquela cena. Fiquei realmente temerosa. Afinal, ele poderia estar desmaiado, passando mal, precisando de ajuda.

Depois de verificar que estava tudo bem, dentro das possibilidades, já que se tratava de um menino de rua, provavelmente viciado em alguma droga, paguei um lanche ao garoto e fui embora.

No caminho pensei: as pessoas se distanciam de tal forma da realidade que passam a não enxergar, apesar de ver, o que está a sua volta. Ninguém enxergou o menino. Estão tão absorvidas por seu egoísmo e envolvidas nos seus “problemas”, que não resta mais espaço para compaixão, respeito, indignação. O que resta muitas vezes são zombarias a respeito da desgraça alheia.

Hoje não quero discutir as causas dessa apatia, desse comportamento infame. Apenas quero deixar registrado o relato da cena, que não sai da minha cabeça.

Um comentário:

  1. Às vezes o problema é tão gritante que as pessoas simplesmente escolhem ignorar. Mas o problema só aumenta. Bravo, amore!

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