sábado, 25 de julho de 2009

A Erva do Rato



“A Erva do Rato”, de Julio Bressane me causou estranhamento e simpatia. Tenho uma queda por filmes com poucos diálogos e que priorizam a imagem. Gosto da sensação de desafio que há ao decifrar o olhar, os gestos e o silêncio dos atores.
O filme , se não me engano, foi baseado livremente em dois contos de Machado de Assis.

O enredo começa em um cemitério, no qual há o primeiro encontro dos protagonistas Alessandra Negrini e Selton Mello. Logo após, resolvem viver juntos em um relacionamento, que beira a loucura. No começo, ele dita textos de conteúdo didático e ela escreve. Cria – se uma montanha de cadernos. Muitas vezes ela fica impressionada com o que é ditado. Logo eles entram em um universo erótico, na qual o sexo não existe. A máquina fotográfica na mão dele se torna um fetiche, no qual a modelo, ela, se desdobra em posições eróticas, pornográficas e belas. De certa maneira, ela se satisfaz em ser o objeto de desejo intocável. A relação prazerosa, até então desfrutada pelos dois, passa a instabilidade quando entra em cena um rato que passa a infernizar a vida dele e a provocar sensações no mínimo instigantes nela.

Toda vez que resolvo escrever sobre um filme, tento não ler as críticas de jornais e revistas . Acho importante não me influenciar. Tudo que escrevo é exatamente o que absorvi , compreendi e senti ao assistir o filme.
Fica a dica para quem curte filmes que usam construções não usuais e que gosta de experimentações .

No meio do caminho tinha uma pedra...



Outro dia passava pela praça da liberdade no centro , quando observei um menino, de aproximadamente oito anos, deitado, imóvel no meio da praça. Apesar de sentir receio ao me aproximar, devido ao um transtorno psíquico que venho enfrentando (outro dia escrevo sobre isso), não pude evitar a preocupação em relação aquela cena. Fiquei realmente temerosa. Afinal, ele poderia estar desmaiado, passando mal, precisando de ajuda.

Depois de verificar que estava tudo bem, dentro das possibilidades, já que se tratava de um menino de rua, provavelmente viciado em alguma droga, paguei um lanche ao garoto e fui embora.

No caminho pensei: as pessoas se distanciam de tal forma da realidade que passam a não enxergar, apesar de ver, o que está a sua volta. Ninguém enxergou o menino. Estão tão absorvidas por seu egoísmo e envolvidas nos seus “problemas”, que não resta mais espaço para compaixão, respeito, indignação. O que resta muitas vezes são zombarias a respeito da desgraça alheia.

Hoje não quero discutir as causas dessa apatia, desse comportamento infame. Apenas quero deixar registrado o relato da cena, que não sai da minha cabeça.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Por favor, um pouquinho de leite no meu café.

Tenho um fascínio por cafés. Adoro o ambiente intelectual, que pode ser sentido no ar, assim como o cheirinho do café.

Gosto de ler o jornal e tomar um capuccino. O repertório musical de alguns torna o ambiente ainda mais agradável. Que delícia ler, trabalhar, estudar ouvindo Feist, Cat Pawer, Ella Fitzgerald, Bjork . Sou capaz de passar horas e mais horas em um espaço assim. Quando levo o computador então, entro em alfa.

Como nem tudo é perfeito, só me aborreço quando alguém acende um cigarro. Como ex-fumante devo admitir que morro de inveja , mas logo meu estado hipocondríaco me faz cair na real. Não devo fumar!

Quem sabe um dia conheço os famosos cafés parisienses. Será melhor que um orgasmo! AHHHHH... Essa comparação nem Freud explica. Às vezes, me assusto comigo.

Até.