sábado, 13 de junho de 2009

Cabelo, Cabeleira, Cabeluda, Descabelada...




Ontem, pintei o cabelo. E o que tem de importante nisto? Se pensarmos em todas as grandes questões sem respostas que envolvem nossa existência, nada. Mas, já que a intenção aqui é falar das minhas paranóias, a resposta é tudo.

As mulheres em geral têm uma relação de amor e ódio com os seus cabelos. Ok, ok, ok... Dizer isso é chover no molhado. Afinal, todo mundo que tem cabelo sabe disso. Como não pretendo filosofar sobre as madeixas das outras, irei apenas descrever os momentos mais intensos vividos com o meu.

Desde picurrucha, não consigo estabelecer uma ligação de autorreconhecimento com o que sou e com o reflexo do meu cabelo no espelho. Se é castanho claro ou escuro? Se é liso ou enrolado? Talvez ondulado. Médio ou curto? Se fica melhor com ou sem franja? Se devo ou não sucumbir ao doce veneno de ser loira? Ou se simplesmente devo cultivar meu lado morena com pinta de cult?

Tantas dúvidas me levam a pensar e temer que talvez toda força do meu ser esteja no cabelo. Assim, preciso respondê-las o mais rápido possível e encontrar o verdadeiro poder para seguir com a cabeça erguida e os cabelos deslumbrantes como nas propagandas de shampoo.

Calma, não pira. É só uma ideia estúpida. Mas lembre-se de Sansão e Dalila.


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