terça-feira, 23 de junho de 2009

"Apenas o Fim"




Há algum tempo sofro com a ausência de bons filmes. Enfim, senti a sensação gostosa de que valeu pagar pelo ingresso.
O longa "Apenas o Fim" do diretor, que ainda é estudante, Matheus Souza, surpreende com a mistura da linguagem adolescente e a cultura pop dos anos 80 e 90. A tela do cinema se torna um espelho que reflete experiências e comportamentos comuns a todos. O riso, dos que ali estão, comprova. É fato! Você ri daquilo que algum dia já foi um drama ou fez parte da sua vida. O enrendo é mais ou menos assim: Um casal de jovens namorados passa o filme "discutindo" o fim do relacionamento.
A contradição em relação aos próprios sentimentos, presente em qualquer situação de ponto final, se torna divertida , quando envolvida à lembranças bobas, e não menos importantes, do relacionamento .
E as perguntas e respostas do tipo: Você vai em busca do quê ? Sei lá. Apenas vou. Por que? Sei lá. Afinal, são tantos porquês.
Não é fácil. Mesmo quando não se sustenta mais o aconchego da rotina.
O que leva o fora, sente medo do desconhecido. O que dá, sente do conhecido.
Um filme leve e divertido. Não dá para perder a confirmação que abalou uma geração: "A vovó Mafalda era Homem."

PS: Ninguém vai ficar deprimido ao sair do cinema , como após assistir um filme do Bergman..rs..brincadeira. Adoro!

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