terça-feira, 30 de junho de 2009

Mais do mesmo





Vou me arriscar a falar de política. Assunto aborrecido que geralmente é sinônimo, pelo menos no Brasil, de corrupção. Serei breve. Farei apenas um comentário sobre o novo escândalo que “assombra” o país. E o comentário é justamente sobre isso: O que tem de novo? Os chamados atos secretos nada mais são do que mais do mesmo. Apenas um novo nome para abordar assuntos como: nepotismo, corrupção, Sarney, entre outras mazelas da política. Problemas do tempo da minha bisavó (que Deus a tenha). Nem o fato do Lula defender o Sarney é novidade. O Luís Inácio da música trezentos picaretas já não existe. Hoje em dia ele defende a ideia de que o "denuncismo" é perigoso porque enfraquece o poder legislativo.

Apesar de afirmar que não há nada de novo nos escândalos envolvendo o senado, sou a favor das denúncias. Ao contrário do nosso presidente, penso que não são elas que enfraquecem o poder legislativo, e sim, os picaretas e o mau uso do dinheiro público.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A Frida é tudo de bom!



Tenho uma cocker spaniel muito levada e brincalhona. É inteligente. Sabe sentar, deitar, cumprimentar, entre outras façanhas. Quando pego a coleira, seus latidos podem ser ouvidos de longe. O rabinho abana e a língua para fora da boca demonstra euforia e ansiedade pelo passeio. Como é linda minha Frida! Ao bater o sono, deita em sua caminha e boceja alto como uma leoa. A posição em forma de caracol é a preferida.
Às vezes é um tantinho irritante. Enquanto come não gosta de companhia. Melhor mesmo é manter distância de sua tigelinha de comida. Também é arisca com crianças e com frequência faz cenas de ciúmes.
Pequenas travessuras, que logo são perdoadas.
Como resistir as orelhas murchas e a meiguice de um olhar arrependido?
Ai, ai. A Frida é tudo de bom!

terça-feira, 23 de junho de 2009

"Apenas o Fim"




Há algum tempo sofro com a ausência de bons filmes. Enfim, senti a sensação gostosa de que valeu pagar pelo ingresso.
O longa "Apenas o Fim" do diretor, que ainda é estudante, Matheus Souza, surpreende com a mistura da linguagem adolescente e a cultura pop dos anos 80 e 90. A tela do cinema se torna um espelho que reflete experiências e comportamentos comuns a todos. O riso, dos que ali estão, comprova. É fato! Você ri daquilo que algum dia já foi um drama ou fez parte da sua vida. O enrendo é mais ou menos assim: Um casal de jovens namorados passa o filme "discutindo" o fim do relacionamento.
A contradição em relação aos próprios sentimentos, presente em qualquer situação de ponto final, se torna divertida , quando envolvida à lembranças bobas, e não menos importantes, do relacionamento .
E as perguntas e respostas do tipo: Você vai em busca do quê ? Sei lá. Apenas vou. Por que? Sei lá. Afinal, são tantos porquês.
Não é fácil. Mesmo quando não se sustenta mais o aconchego da rotina.
O que leva o fora, sente medo do desconhecido. O que dá, sente do conhecido.
Um filme leve e divertido. Não dá para perder a confirmação que abalou uma geração: "A vovó Mafalda era Homem."

PS: Ninguém vai ficar deprimido ao sair do cinema , como após assistir um filme do Bergman..rs..brincadeira. Adoro!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Era uma vez uma livraria...


As constantes mudanças na cidade de São Paulo é algo que não me atrai. Quando percebo que aquela livraria virou uma lanchonete ou que a papelaria charmosa na avenida Paulista já não existe, me sinto deslocada. Apesar de ler o horóscopo mais por hábito do que por crença na astrologia, o meu signo , touro , está associado à rotina. Gosto de frequentar os mesmos cafés , livrarias , restaurantes , enfim , sou fiel. A metamorfose que é a megalópolis assusta. Me faz pensar e chorar, mas às vezes reserva boas surpresas. O importante mesmo é preservar o cenário, no qual atuamos diariamente. Transformar muitas vezes é necessário, mas destruir em nome do progresso desenfreado é ignorância.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ai, que estresse!


Ir à academia pode se transformar em uma grande roubada se você não gosta de martelada na cabeça. Isso mesmo, martelada ou, se preferir, música eletrônica alta. Me incluo no grupo das pessoas que não suporta tanto barulho enquanto corre na esteira ou faz musculação. Gosto de me concentrar e com a barulheira é impossível. Quando estou de mau humor então, tudo se intensifica.
O ideal seria o som ficar desligado e cada um com o seu MP3.
Sei que pode parecer chatice, mas não posso evitar. Me irrito com os "putz-putz" da vida.
Afinal, quero entrar em forma, mas não ficar surda.

sábado, 13 de junho de 2009

Cabelo, Cabeleira, Cabeluda, Descabelada...




Ontem, pintei o cabelo. E o que tem de importante nisto? Se pensarmos em todas as grandes questões sem respostas que envolvem nossa existência, nada. Mas, já que a intenção aqui é falar das minhas paranóias, a resposta é tudo.

As mulheres em geral têm uma relação de amor e ódio com os seus cabelos. Ok, ok, ok... Dizer isso é chover no molhado. Afinal, todo mundo que tem cabelo sabe disso. Como não pretendo filosofar sobre as madeixas das outras, irei apenas descrever os momentos mais intensos vividos com o meu.

Desde picurrucha, não consigo estabelecer uma ligação de autorreconhecimento com o que sou e com o reflexo do meu cabelo no espelho. Se é castanho claro ou escuro? Se é liso ou enrolado? Talvez ondulado. Médio ou curto? Se fica melhor com ou sem franja? Se devo ou não sucumbir ao doce veneno de ser loira? Ou se simplesmente devo cultivar meu lado morena com pinta de cult?

Tantas dúvidas me levam a pensar e temer que talvez toda força do meu ser esteja no cabelo. Assim, preciso respondê-las o mais rápido possível e encontrar o verdadeiro poder para seguir com a cabeça erguida e os cabelos deslumbrantes como nas propagandas de shampoo.

Calma, não pira. É só uma ideia estúpida. Mas lembre-se de Sansão e Dalila.