sábado, 26 de dezembro de 2009

Kit Cinderela


Enquanto espero meu namorado prestar a segunda fase da FUVEST, para enfim colocar o pé na estrada rumo a Paraty, me divirto por aqui mesmo.
Ando meio melancólica e nada melhor que umas comprinhas para melhorar o humor de qualquer mulher. AiAiAi...Eita coisa gostosa é o universo feminino, com seus perfumes, cosméticos e todas as “futilidades” que me fazem renascer das cinzas. E para a minha alegria, inaugurou há um mês a loja da M.A.C no shopping Paulista. Um luxo... Lá, fui atendida pela Giselle .... Uma fofa que me deu várias dicas. Pena que o estoque da base Studio fix nc 25 e do corretivo Studio finish na mesma tonalidade tinha acabado. Não sabia que havia tantas Brancas de Neve na cidade. Vamos tomar um sol, minhas lindas! Amanhã, continuo a busca. Vou até o Iguatemi atrás das preciosas. Quem sabe consigo renovar meu kit Cinderela antes de terminar o ano.
Até

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Novas histórias




Ando pensativa. Não sei se isso é bom ou ruim. Penso que deve ser por influência de alguns filmes que ando assistindo ou de algumas conversas com novos amigos.
Estou me reinventando. O ator sempre se reinventa. Quando criança quis ser atriz. Quem não quer? Não pela fama. O que me encanta é a verdade que há no ato de representar. Parece contraditório, mas não é.
Acho que todos representam. E não há nada de errado nisso. A maioria tem talento para papéis medíocres, outros pouco entusiasmo para grandes dramas.
O importante mesmo é saber a hora de sair de cena. Afinal, outros personagens irão surgir e novas histórias eu vou viver.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Sonata de Outono


"Às vezes, quando fico acordada à noite, me pergunto se realmente tenho vivido. Será que é assim, para todo mundo? Ou será que algumas pessoas têm mais talento para viver do que outras? Ou será que há pessoas que nunca vivem? Mas simplesmente existem? Então, o medo me pega e vejo um retrato horrível de mim mesma. Eu nunca amadureci. Meu rosto e meu corpo envelheceram, mas por dentro nunca nasci."

Fala de Charlotte (Ingrid Bergman) para sua filha Eva (Liv Ullmann) em HorstSonat, filme de Ingmar Bergman, 1978, Suécia

Esse filme me tocou como nenhum outro. Assisti três vezes e assistiria de novo. Essa fala em especial mexe comigo porque muitas vezes sinto o mesmo que a personagem de Ingrid Bergman. À noite, as coisas ficam mais claras e assim, consigo me enxergar. Tenho medo de pensar o que penso. É um misto de felicidade e angústia. Algo assustador, mas também revelador. Ser a Charlotte ( Ingrid Bergman) é difícil. Sentir, na idade dela, que por dentro não nasceu é devastador. Afinal, não existe mais tempo para mudanças. Na maior parte do tempo penso como a personagem. Não vivo, apenas existo. Isso é tão perigoso... Me faz ser egoísta e atropelar as pessoas que amo em busca das sensações do que eu acho que é viver. Engraçado... Como ela, fico curiosa em relação aos sentimentos dos outros. Afinal, todo mundo sente o mesmo? Ou estou tentando encontrar cúmplices para aplacar a minha solidão e a culpa que me acompanha sempre? Enfim, no filme encontro uma companheira, que deixou de fazer uma pergunta muito mais importante: O que é viver? Não sei. Só sei que não é ser feliz o tempo todo.

domingo, 15 de novembro de 2009

Desenhar, desenhar, desenhar...


Nos últimos meses tenho andado totalmente envolvida com os meus desenhos de moda. Não sobra tempo, nem interesse para mais nada. Por isso não ando atualizando meu blog. O desenho se tornou meu melhor amigo, meu cúmplice.
Treino todos os dias para aperfeiçoar meu traço. Tarefa nada fácil para alguém que até o ano passado não desenhava muito melhor do que aos cinco anos de idade.
Com meu lápis HB e minha folha de papel layout A3 não me sinto só. Posso ser várias mulheres com diferentes tons de pele, olhos, cabelos, estilos e personalidade.
A maneira como uma mulher se veste diz muito sobre ela. Sua cultura, seus gosto, seu poder de sedução, sua inteligência, sua essência estão dispostas em suas roupas. Tento passar isso para os meus desenhos. Não quero apenas reproduzir a moda. Quero criar vidas.


Yves Saint Laurent: “ Modas se esvaem , estilo é eterno”.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

É proibido fumar



Durante dois anos da minha vida fumei. Mas não sei dizer se fui dependente do cigarro. No meu imaginário, o ato de fumar sempre esteve ligado a personalidades do cinema, da moda, da literatura, da música...

Achava que o cigarro podia ser a fonte de inspiração de tanta criatividade. Bobagem... Há três anos abandonei de vez esse vício nojento, não antes de ser acometida por uma crise hipocondríaca.

Agora, na condição de ex-fumante, me sinto ofendida quando alguém acende um cigarro perto de mim. Não gosto do gosto, do cheiro e da fumaça.

Hoje me sinto feliz com a lei que proibe o fumo em ambientes públicos fechados. Assim não sou obrigada a inalar a fumaça desagradável dos outros.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Possibilidades

A sensação de não viver a vida plenamente me atormenta. A angústia que sinto a cada aniversário é carregada de frustrações e de um arrependimento antecipado em relação a tudo que acredito que vou deixar de viver.

Tenho consciência de que para todo sim há um não. E isso só produz mais expectativas sobre minhas escolhas.
O peso de uma decisão é algo difícil de carregar. Ainda mais quando estamos absorvidos pela rotina do dia dia . O que implica em mais uma barreira a ser rompida quando queremos mudar.

Medo é o que sinto quando penso no futuro. Medo de olhar para trás e perceber que fiz escolhas cômodas e que um pouco de coragem pudesse ter me proporcionado momentos mais felizes.

Difícil acreditar que me sinta atormentada com pensamentos desse gênero. Me parece um tanto precoce .Afinal a maior parte das pessoas com a minha idade estão preocupadas em viver o momento e não em prever sensações futuras.
Talvez por ter tomado consciência da minha finitude, nem todos a tem , me preocupo tanto com um amanhã sem arrependimentos.

domingo, 2 de agosto de 2009

Dores de Amores


Hoje assisti a ‘Dores de Amores’, peça que está em cartaz no teatro do shopping Frei Caneca. Trata da velha e batida discussão dos relacionamentos conjugais, mas com humor, o que torna a texto interessante.

Uma sensação de desalento me abateu. Identifiquei-me com a maioria das situações vividas pelas personagens. O desalento vem da falta de esperança no amor romântico. Aquele dos filmes, novelas e livros, no qual tudo é belo e perfeito. Perfeito é justamente o que um relacionamento amoroso não é.

Por que jogar nossas expectativas de felicidade nos outros? Isso é tão idiota. Como 2+2=4 é certo que vamos acabar frustrados. Mas acho que não há como fugir disso. É um processo que precisa seguir suas etapas. Mesmo sabendo que não vai acabar bem, a satisfação dos primeiros momentos sempre levam a ilusão de que vale a pena.
Não vou me estender no assunto. Sem humor, ele acaba se tornando um amontoado de frases rancorosas e pegajosas...eca.

sábado, 25 de julho de 2009

A Erva do Rato



“A Erva do Rato”, de Julio Bressane me causou estranhamento e simpatia. Tenho uma queda por filmes com poucos diálogos e que priorizam a imagem. Gosto da sensação de desafio que há ao decifrar o olhar, os gestos e o silêncio dos atores.
O filme , se não me engano, foi baseado livremente em dois contos de Machado de Assis.

O enredo começa em um cemitério, no qual há o primeiro encontro dos protagonistas Alessandra Negrini e Selton Mello. Logo após, resolvem viver juntos em um relacionamento, que beira a loucura. No começo, ele dita textos de conteúdo didático e ela escreve. Cria – se uma montanha de cadernos. Muitas vezes ela fica impressionada com o que é ditado. Logo eles entram em um universo erótico, na qual o sexo não existe. A máquina fotográfica na mão dele se torna um fetiche, no qual a modelo, ela, se desdobra em posições eróticas, pornográficas e belas. De certa maneira, ela se satisfaz em ser o objeto de desejo intocável. A relação prazerosa, até então desfrutada pelos dois, passa a instabilidade quando entra em cena um rato que passa a infernizar a vida dele e a provocar sensações no mínimo instigantes nela.

Toda vez que resolvo escrever sobre um filme, tento não ler as críticas de jornais e revistas . Acho importante não me influenciar. Tudo que escrevo é exatamente o que absorvi , compreendi e senti ao assistir o filme.
Fica a dica para quem curte filmes que usam construções não usuais e que gosta de experimentações .

No meio do caminho tinha uma pedra...



Outro dia passava pela praça da liberdade no centro , quando observei um menino, de aproximadamente oito anos, deitado, imóvel no meio da praça. Apesar de sentir receio ao me aproximar, devido ao um transtorno psíquico que venho enfrentando (outro dia escrevo sobre isso), não pude evitar a preocupação em relação aquela cena. Fiquei realmente temerosa. Afinal, ele poderia estar desmaiado, passando mal, precisando de ajuda.

Depois de verificar que estava tudo bem, dentro das possibilidades, já que se tratava de um menino de rua, provavelmente viciado em alguma droga, paguei um lanche ao garoto e fui embora.

No caminho pensei: as pessoas se distanciam de tal forma da realidade que passam a não enxergar, apesar de ver, o que está a sua volta. Ninguém enxergou o menino. Estão tão absorvidas por seu egoísmo e envolvidas nos seus “problemas”, que não resta mais espaço para compaixão, respeito, indignação. O que resta muitas vezes são zombarias a respeito da desgraça alheia.

Hoje não quero discutir as causas dessa apatia, desse comportamento infame. Apenas quero deixar registrado o relato da cena, que não sai da minha cabeça.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Por favor, um pouquinho de leite no meu café.

Tenho um fascínio por cafés. Adoro o ambiente intelectual, que pode ser sentido no ar, assim como o cheirinho do café.

Gosto de ler o jornal e tomar um capuccino. O repertório musical de alguns torna o ambiente ainda mais agradável. Que delícia ler, trabalhar, estudar ouvindo Feist, Cat Pawer, Ella Fitzgerald, Bjork . Sou capaz de passar horas e mais horas em um espaço assim. Quando levo o computador então, entro em alfa.

Como nem tudo é perfeito, só me aborreço quando alguém acende um cigarro. Como ex-fumante devo admitir que morro de inveja , mas logo meu estado hipocondríaco me faz cair na real. Não devo fumar!

Quem sabe um dia conheço os famosos cafés parisienses. Será melhor que um orgasmo! AHHHHH... Essa comparação nem Freud explica. Às vezes, me assusto comigo.

Até.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Mais do mesmo





Vou me arriscar a falar de política. Assunto aborrecido que geralmente é sinônimo, pelo menos no Brasil, de corrupção. Serei breve. Farei apenas um comentário sobre o novo escândalo que “assombra” o país. E o comentário é justamente sobre isso: O que tem de novo? Os chamados atos secretos nada mais são do que mais do mesmo. Apenas um novo nome para abordar assuntos como: nepotismo, corrupção, Sarney, entre outras mazelas da política. Problemas do tempo da minha bisavó (que Deus a tenha). Nem o fato do Lula defender o Sarney é novidade. O Luís Inácio da música trezentos picaretas já não existe. Hoje em dia ele defende a ideia de que o "denuncismo" é perigoso porque enfraquece o poder legislativo.

Apesar de afirmar que não há nada de novo nos escândalos envolvendo o senado, sou a favor das denúncias. Ao contrário do nosso presidente, penso que não são elas que enfraquecem o poder legislativo, e sim, os picaretas e o mau uso do dinheiro público.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A Frida é tudo de bom!



Tenho uma cocker spaniel muito levada e brincalhona. É inteligente. Sabe sentar, deitar, cumprimentar, entre outras façanhas. Quando pego a coleira, seus latidos podem ser ouvidos de longe. O rabinho abana e a língua para fora da boca demonstra euforia e ansiedade pelo passeio. Como é linda minha Frida! Ao bater o sono, deita em sua caminha e boceja alto como uma leoa. A posição em forma de caracol é a preferida.
Às vezes é um tantinho irritante. Enquanto come não gosta de companhia. Melhor mesmo é manter distância de sua tigelinha de comida. Também é arisca com crianças e com frequência faz cenas de ciúmes.
Pequenas travessuras, que logo são perdoadas.
Como resistir as orelhas murchas e a meiguice de um olhar arrependido?
Ai, ai. A Frida é tudo de bom!

terça-feira, 23 de junho de 2009

"Apenas o Fim"




Há algum tempo sofro com a ausência de bons filmes. Enfim, senti a sensação gostosa de que valeu pagar pelo ingresso.
O longa "Apenas o Fim" do diretor, que ainda é estudante, Matheus Souza, surpreende com a mistura da linguagem adolescente e a cultura pop dos anos 80 e 90. A tela do cinema se torna um espelho que reflete experiências e comportamentos comuns a todos. O riso, dos que ali estão, comprova. É fato! Você ri daquilo que algum dia já foi um drama ou fez parte da sua vida. O enrendo é mais ou menos assim: Um casal de jovens namorados passa o filme "discutindo" o fim do relacionamento.
A contradição em relação aos próprios sentimentos, presente em qualquer situação de ponto final, se torna divertida , quando envolvida à lembranças bobas, e não menos importantes, do relacionamento .
E as perguntas e respostas do tipo: Você vai em busca do quê ? Sei lá. Apenas vou. Por que? Sei lá. Afinal, são tantos porquês.
Não é fácil. Mesmo quando não se sustenta mais o aconchego da rotina.
O que leva o fora, sente medo do desconhecido. O que dá, sente do conhecido.
Um filme leve e divertido. Não dá para perder a confirmação que abalou uma geração: "A vovó Mafalda era Homem."

PS: Ninguém vai ficar deprimido ao sair do cinema , como após assistir um filme do Bergman..rs..brincadeira. Adoro!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Era uma vez uma livraria...


As constantes mudanças na cidade de São Paulo é algo que não me atrai. Quando percebo que aquela livraria virou uma lanchonete ou que a papelaria charmosa na avenida Paulista já não existe, me sinto deslocada. Apesar de ler o horóscopo mais por hábito do que por crença na astrologia, o meu signo , touro , está associado à rotina. Gosto de frequentar os mesmos cafés , livrarias , restaurantes , enfim , sou fiel. A metamorfose que é a megalópolis assusta. Me faz pensar e chorar, mas às vezes reserva boas surpresas. O importante mesmo é preservar o cenário, no qual atuamos diariamente. Transformar muitas vezes é necessário, mas destruir em nome do progresso desenfreado é ignorância.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ai, que estresse!


Ir à academia pode se transformar em uma grande roubada se você não gosta de martelada na cabeça. Isso mesmo, martelada ou, se preferir, música eletrônica alta. Me incluo no grupo das pessoas que não suporta tanto barulho enquanto corre na esteira ou faz musculação. Gosto de me concentrar e com a barulheira é impossível. Quando estou de mau humor então, tudo se intensifica.
O ideal seria o som ficar desligado e cada um com o seu MP3.
Sei que pode parecer chatice, mas não posso evitar. Me irrito com os "putz-putz" da vida.
Afinal, quero entrar em forma, mas não ficar surda.

sábado, 13 de junho de 2009

Cabelo, Cabeleira, Cabeluda, Descabelada...




Ontem, pintei o cabelo. E o que tem de importante nisto? Se pensarmos em todas as grandes questões sem respostas que envolvem nossa existência, nada. Mas, já que a intenção aqui é falar das minhas paranóias, a resposta é tudo.

As mulheres em geral têm uma relação de amor e ódio com os seus cabelos. Ok, ok, ok... Dizer isso é chover no molhado. Afinal, todo mundo que tem cabelo sabe disso. Como não pretendo filosofar sobre as madeixas das outras, irei apenas descrever os momentos mais intensos vividos com o meu.

Desde picurrucha, não consigo estabelecer uma ligação de autorreconhecimento com o que sou e com o reflexo do meu cabelo no espelho. Se é castanho claro ou escuro? Se é liso ou enrolado? Talvez ondulado. Médio ou curto? Se fica melhor com ou sem franja? Se devo ou não sucumbir ao doce veneno de ser loira? Ou se simplesmente devo cultivar meu lado morena com pinta de cult?

Tantas dúvidas me levam a pensar e temer que talvez toda força do meu ser esteja no cabelo. Assim, preciso respondê-las o mais rápido possível e encontrar o verdadeiro poder para seguir com a cabeça erguida e os cabelos deslumbrantes como nas propagandas de shampoo.

Calma, não pira. É só uma ideia estúpida. Mas lembre-se de Sansão e Dalila.


sábado, 30 de maio de 2009

Escrever ou não escrever ?



Outro dia pensei: escrever é como uma terapia. No começo é complicado, temos medo. Com o tempo, não podemos viver sem.
A experiência de escrever me leva a pensar em minhas angústias e assim consigo exterminar a maior parte delas. O maior problema que enfrento é a sensação de que devo justificar-me. Como este é apenas o meu segundo post, não vou ser tão dura comigo. Quem sabe no terceiro já tenha superado!

Até lá

terça-feira, 26 de maio de 2009

Olá!!!


Há algum tempo venho arquitetando a ideia de escrever em um blog. Eu sei que parece meio bobo dizer que precisei de tempo para me decidir , mas sempre tive pavor de expor o que penso e demonstrar o que sinto. Foi então , que de tanto pensar tomei coragem , acreditei na ideia de que talvez ninguém se interessasse em ler as bobagens que escrevo. Ah , o doce sabor da liberdade !
E agora? O que fazer com esta liberdade? Será que consigo escrever? Sobre o que escrever? Que dor de barriga! Calma , tá tudo bem . Lembre-se de que ninguém vai ler .