quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

“ Felicidade “, eu não preciso!

Por favor, quero distância dessa “ felicidade “ propagada em comerciais de margarina. Não me ofereça o que eu não quero viver.
Algo limitado, sem senso crítico, sem revolta, impregnado por uma mediocridade asquerosa.
“ Felicidade “ assim me levaria ao suicídio intelectual. Sinto náuseas.......ahhhhhhhhh.
A felicidade que eu quero, encontra-se na subjetividade, não tem nada a ver com essa padronização marqueteira.
Eu não quero “ felicidade “, ok? Prefiro a inquietude, a subversão, a aceleração e a criatividade encontrada na infelicidade ( se assim deseja chamar).

terça-feira, 31 de agosto de 2010

File

O Festival Internacional de Linguagem Eletrônica propõe a junção entre arte e tecnologia. A exposição possibilita a interação com a obra, o que leva o visitante a uma maior identificação e compreensão do que vê e sente. Um bom exemplo disso é a proposta da taiwanesa Wei–Chieh Tseng com sua peça “ Mood Tail”, na qual é possível que os usuários expressem algumas de suas emoções através de uma cauda robótica , assim como os cães fazem ao demonstrar contentamento ou tristeza. Já a brasileira Raquel Kogan monta uma biblioteca onde os livros que lá estão, são para se ouvir e não para ler. Em uma sala escura é possível ouvir, ao abrir o primeiro livro da estante, a voz vibrante e comovente do ator e diretor Antônio Abujamra ao declamar o poema Tabacaria /Fernando Pessoa (Álvaro de Campos ).
A possibilidade de tocar um tecido de diversas maneiras e a partir dessa ação provocar uma série de estímulos sonoros é a proposta dos artistas Myrto Karanika & Jeremy Keenan com a peça “Strings”.

Essa aproximação com o nosso cotidiano torna a arte mais acessível e faz do File uma grande brincadeira envolvendo os sentidos.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A Bailarina e o Astronauta / composição: Tiê

Eu sou uma bailarina e cheguei aqui sozinha.
Não pergunte como eu vim,
porque já não sei de mim.
Do meu circo eu fui embora,
sei que minha família chora.
Não podia desistir,
se um dia, como um sonho ele apareceu pra mim.
Tão brilhante como um lindo avião.
Chamuscando fogo e cinzas pelo chão.
De repente como um susto,
num arbusto logo em frente,
aconteceu uma explosão,
afastando a minha gente.
Mas eu não quis ir embora, não podia ir embora.
Como se nascesse ali um amor absoluto pelo homem que eu vi.
Poderia lhe entregar meu coração.
Alma, vida e até minha atenção.
Mas vieram as sirenes e homens falando estranho.
Carregaram meu presente como se ele fosse um santo.
Dirigiam um carro branco e num segundo foram embora.
Desse dia até agora, não sei como, não pergunte, procuro por todo canto.

Astronauta, diz pra mim cade você, bailarina não consegue mais viver.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Persona

Ela sempre achou difícil confiar. Mesmo nos momentos mais íntimos, nunca se entregou por completo. Na adolescência, já havia perdido a fé nas pessoas, no entanto seu senso de justiça resistiu firme e forte. Com seu vocabulário pobre tentava defender suas ideias, que quase sempre só faziam sentido em sua mente quase esquizofrênica. Quase, porque apesar das perseguições sofridas, dos delírios e das vozes que escutava, ainda restava a vontade de permanecer entre as pessoas sãs. Afinal, tinha sido educada para se encaixar. Vestiu-se adequadamente ( o figurino conta muito ) e passou a interpretar, sempre altiva, distante e inacessível. De vilã a mocinha, ela continua a trocar suas personas de maneira a agradar o público.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

frida sofre

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Ela está oca


... oca, completamente oca. Há algo de especial nesse mundo? Não faz idéia. Sente o caminho cada vez mais escuro e estreito. Tudo se afasta...Ela se afasta de tudo e de todos. Pobre menina...ainda não se basta. Precisa de alguém para guiá-la. O medo tomou conta de todo seu ser. Respira e ainda acredita.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Mr. America



O primeiro contato com as obras de Andy Warhol me causou um enorme impacto. A maneira como o artista utilizava a mídia de qualquer ordem para cultuar e ao mesmo tempo criticar a sociedade de consumo é corajosa e próxima.
Corajosa, no sentido de não haver pudor, nem constrangimento na exaltação do belo, do popular, do lixo, do mórbido, da violência e até mesmo de sua própria imagem e valores. Próxima, porque retrata o que me é comum e familiar.
O narcisismo presente, o amor pelo dinheiro e pela “América” É escandaloso. E apesar de tudo isso parecer assustador e “politicamente incorreto”, a identifição que senti com esse universo foi imensa e desnorteante.